Seg20042026

Daniel Berg

daniel-bergDaniel Berg nasceu em Vargon, na Suécia, em 1884. Cresceu num lar cristão. E aos 17 anos, fez sua primeira viagem para os Estados Unidos, em 1902, onde permaneceu por oito anos; isto porque a Suécia passava por uma crise financeira muito séria. Ao final de oito anos voltou de passagem à Suécia, para visitar parentes e amigos.

Nesta ocasião ao visitar a casa de seu melhor amigo, soube que ele era agora um pregador do Evangelho numa cidade próxima. Ao visitá-lo, em sua igreja, ouviu pela primeira vez sobre o batismo no Espírito Santo. Depois do culto, conversaram bastante sobre esta doutrina o que fez com que Daniel Berg saísse dali convicto, e buscando o seu batismo no Espírito Santo. Ainda no caminho de volta para a América ele recebeu o batismo e decidiu-se definitivamente em dedicar sua vida ao Senhor.

Durante uma conferência em Chicago, ele conheceu seu futuro companheiro nas missões, o sueco Gunnar Vingren, que estava recém formado num Instituto Bíblico e desejoso de ser um missionário. Ambos, cheios do poder pentecostal, passaram a buscar do Senhor o seu direcionamento para suas vidas. Logo descobriram que Deus os chamava para o serem missionários no Pará. Mas apesar do pouco entusiasmo da igreja, e de nenhuma promessa de ajuda financeira, ambos foram separados para serem missionários no Brasil, cheios de convicção da parte de Deus.

A última e grande confirmação da parte de Deus, foi quando o Senhor pediu Vingren que desse 90 dólares, exatamente o valor que eles tinham para a viagem, para um jornal pentecostal. Eles, em obediência, o fizeram. Porém, extraordinariamente o Senhor os devolveu o exato montante, usando um irmão que morava em outra cidade, e que recebera uma revelação de Deus para fazer tal ato. Berg e Vingren partiram para o Brasil no dia 5 de Novembro de 1910. Durante a viagem, eles já puderam experimentar um pouquinho o que seria o seu campo missionário, e ali mesmo se converteu a primeira alma para Jesus, desde que eles foram separados como missionários. Então, no dia 19 do mesmo mês chegaram à cidade de Belém do Pará.

Em 19 de Novembro de 1910, Daniel Berg chega ao Brasil, acompanhado de seu amigo Gunnar Vingren, encontrando um povo totalmente idólatra e supersticioso.

Sua primeira hospedagem foi no porão de uma Igreja Batista, cujo pastor era americano. Logo começaram a dirigir os cultos, para ajudar aquele pastor, e sempre que sentiam de falar sobre a manifestação do Espírito Santo para aqueles dias, o faziam sem constrangimento. Mesmo sendo um assunto novo para aqueles irmãos, eles se interessavam cada vez mais, o que decorreu no grande aumento da assiduidade nos cultos e constantes visitas aos missionários.

A pobreza e principalmente as doenças (tuberculose, lepra, malária) eram constantes naquele lugar, sobretudo a lepra e a febre amarela. Com isso, os irmãos freqüentavam cada vez mais o porão onde viviam Berg e Vingren, em busca de oração e conhecimento da Palavra. Ali o Senhor começou a batizar com o Espírito Santo e curar muitos enfermos.

Depois de haver uma discussão na igreja local sobre as manifestações do Espírito Santo e a doutrina que Daniel e seu amigo ensinavam, começou a circular pela cidade um panfleto, da parte daqueles que haviam rejeitado o batismo no Espírito Santo, alertando a população contra os ensinamentos dos missionários, citando inclusive as passagens bíblicas por eles usadas. O que parecia prejudicial, tornou-se num grande impulso para propagação das verdades bíblicas, pois aqueles que os liam, ao conferir com as escrituras, passavam a crer e buscavam a igreja, que crescia exponencialmente. Dias depois, chega a primeira remessa de Bíblias e Novos Testamentos em português, o que leva Daniel Berg a se dedicar exclusivamente à distribuição das literaturas e pregação do Evangelho.

Quando a Palavra de Deus já havia sido distribuída em toda Belém, Berg sentiu de Deus em ir rumo a Bragança e fazer na marcha para o interior o mesmo trabalho, para o qual era vocacionado. A tarefa não era fácil; os dois maiores inimigos eram o analfabetismo e o catolicismo herdado da colonização portuguesa. Naqueles pequenos vilarejos, o padre era a maior autoridade e todos os moradores já haviam sido advertidos quanto à pregação de Daniel Berg, e temiam a leitura da Bíblia, pois a "igreja oficial" os proibia (houve uma época em que os líderes católicos proibiam a leitura da Bíblia).

Apesar disto, o jovem continuava a bater nas portas, a ler trechos bíblicos e orar pelos enfermos. As portas se abriam aos poucos e o Senhor operava sempre. Em pouco tempo já havia vinte novas igrejas entre Belém e Bragança. O próximo passo foi a caminho para a selva. O contato inicial foi difícil e a primeira família se converteu num velório, quando Daniel leu sobre a ressurreição para o pai e os filhos ao lado do corpo da mãe. Estes se tornaram evangelistas e contribuíram para a formação de uma grande igreja ali. Sofreram fortes perseguições por parte dos policiais, pois o delegado estava comprometido politicamente com a igreja católica. Mas claro que por fim o nome do Senhor era glorificado pelas vitórias dos crentes. Berg só saiu dali quando a igreja já havia amadurecido e caminhava por seus próprios pés.

O passo seguinte foi viajar as ilhas brasileiras, da região norte do país. Nesta empreitada os maiores inimigos eram os desafios naturais. A travessia em barcos precários tornava o acesso muito perigoso, pois além da embarcação, havia as piranhas e os jacarés. As grandes distâncias, as horas perdidas e o esforço com os remos, junto ao grande aumento do trabalho, tornou-se quase impossível fazer tais viagens. Após um acidente sofrido por Daniel, numa daquelas pequenas embarcações, sentiu de Deus de comprar um grande barco a velas, o que fez com a ajuda da igreja de Belém. Com o barco "Boas Novas" o atendimento era mais proveitoso e em maior extensão.

Pouco antes de completar oitenta anos, Daniel Berg retornou a Suécia e faleceu em 1963, e mesmo enfermo num hospital, saía de uma a outra enfermaria entregando folhetos com a mensagem da cruz e orando pelos que se entregavam a cristo. Mesmo estando enfermo não deixou de exercer a sua missão, trabalhou até a última hora.

 

 

 

 

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