Agostinho
- Por
- Marcos Teixeira
Agostinho foi um dos maiores nomes na história da Igreja cristã. Ele era um tição arrancado do fogo, como o próprio Paulo, poderoso troféu do Espírito Santo. Nasceu em Tagasta, África (atual Souk-Ahras, Argélia), em 13 de novembro de 354, e morreu em Hipona, África, em 28 de agosto de 430. Seu pai era pagão, mas sua mãe, Mônica, era cristã de maravilhosa beleza de caráter e profundidade de fé. Quando jovem, Agostinho foi treinado para a carreira da retórica. Ele viveu em pecado com uma moça que lhe deu um filho, a quem era profundamente dedicado, dando-lhe o nome de Adeodato. "dado por Deus". Durante esses anos de vida licenciosa, sua mãe nunca deixou de orar e se esforçar pela conversão dele. Foi a ela que o bispo de Tagasta fez a célebre observação, que tem consolado tantas mães ansiosas, que "um filho de tantas lágrimas não pode ser perdido'.
Quando seguia sua profissão de retórica em Milão, Agostinho pôs-se sob a influência de Ambrósio, bispo de Milão, e foi levado à vida cristã. Mas ele estava tão enredado na sensualidade, que se esquivava de sacrifício que envolvesse uma confissão de fé. Depois de intensas lutas espirituais, descritas graficamente na sua obra Confissões, Agostinho finalmente achou Cristo e a paz. Em 396, foi feito bispo da sede episcopal de Hipona, na África. Daí em diante, tornou-se uma das grandes figuras da Igreja daqueles tempos, na verdade, de todos os tempos. Sua mente poderosa criou uma série de livros, sendo o maior deles A Cidade de Deus, obra vasta na qual ele procura vindicar o Cristianismo e concebe a Igreja como uma ordem nova e divina que surge das ruínas do Império Romano. Engajou-se em muitas controvérsias, sendo a mais importante a controvérsia com Pelágio e os pelagianos. Contra Pelágio, que afirmava ser o pecado de Adão puramente pessoal, e afetava só a ele, Agostinho defendeu a doutrina do pecado original, que os homens herdam de Adão uma natureza pecadora e. assim, estão sob condenação. Agostinho é aclamado por todas as escolas da Igreja Crista, e tanto católicos quanto protestantes o consideram, ao lado do apóstolo Paulo, como o grande mestre em relação ao significado do pecado e ao passado da natureza humana.
Seu sermão sobre "As Dez Virgens" é um interessante tratado de um dos grandes temas de púlpito: a Segundo Vinda de Cristo. Especialmente belas são as palavras finais: "As nossas lâmpadas alumiam entre os ventos e as tentações desta vida. Mas deixemos que nossa chama queime fortemente, que o vento da tentação aumente o fogo, em vez de apagá-lo".
“Filósofo e estudioso de religião, Agostinho produziu trabalhos, principalmente suas “Confissões” e sua “Cidade de Deus”, que são clássicoa tanto na filosofia da religião quanto na doutrina cristã. Nascido na Argélia, ele estudou em Cartago, Roma e Milão antes de retornar ao Norte da África onde fundou um monastério. Foi ordenado Bispo de Hippo Regius em 395.
No cerne da filosofia de Agostinho, está a crença de que somente através da fé pode-se obter a sabedoria. Ele via filosofia e região como buscas para a mesma coisa – a verdade – mas, nesta busca, a primeira é inferior à última. O filosófo sem fé nunca poderia obter a verdade máxima, a qual para Agostinho era a beatitude, ou “a satisfação da verdade”. Embora o raciocínio sozinho pudesse obter algumas verdades, Agostinho sustentava que o pensamento racional fosse o servo da fé.
Um dos textos favoritos de Agostinho, retirado de Isaías dizia que “a menos que tu acreditas, tu não compreenderás”. Deve-se acreditar para obter o entendimento. Esta ideia de Agostinho não foi uma mera escrava da doutrina cristã. De fato, na sua juventude ele tinha renunciado à religião, achando as escrituras intelectualmente insatisfatórias. Após converter-se ao Cristianismo, por volta dos 30 anos de idade, seu objetivo foi mostrar como a razão podia provar as doutrinas da fé. Esta foi a ideia que revelou sua filosofia.”
Acesse ao sermão: As Dez Virgens









Igreja 








